Fluorose

Dra. Viviane Cabral CRO:78026  Odontopediatra e Ortodontista

Distúrbio que ocorre durante a formação dos dentes permanentes até os 6 anos de idade. É causada pelo excesso de ingestão de flúor através de ingestão de água de abastecimento público, gel dental e suplementos fluoretados , menos utilizados hoje em dia. É percebida somente quando os dentes definitivos nascem, apresentando estrias esbranquiçadas ou acastanhadas em sua superfície.

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O novo protocolo adotado atualmente após muitas discussões e estudos permite o uso do creme dental com flúor de 1.000 a 1.100 ppm em bebês em duas escovações diárias, de manhã e antes de dormir, na quantidade de meio grão de arroz cru em crianças com até oito dentes e um grão de arroz cru em criança com mais de oito dentes.

Para crianças de 4 a 7 anos de idade é indicado gel dental com flúor contendo os mesmos 1.000 a 1.100 ppm de flúor do bebê, mas na quantidade de um grão de ervilha. Nesta idade são  indicadas   três escovações, de manhã, a tarde e antes de dormir. Estudos científicos comprovam que o uso de flúor nas quantidades citadas para determinadas idades é seguro.

É importante que os adultos supervisionem o momento da escovação para evitar o uso incorreto do gel dental, e nas escolas é importante orientar professores e auxiliares sobre o correto uso do creme dental para cada idade e quantidade a ser utilizada.

Dra. Viviane Cabral Santiago Formada em 2002 na Unisa (Osec). Especialista em Odontopediatria pela APCD (gestantes, bebês, crianças e adolescentes). Especialista em ortopedia funcional dos maxilares e Ortodontia pela APCD. Dona da empresa Clínica Integrada Viviane Cabral dravivianecabral@uol.com.br Facebook: Clínica Integrada Viviane Cabral e Instagram: Viviane_Cabral_Odontologia

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Competências Socioemocionais – afinal, o que são? PARTE 1

Leticia Guimarães Lyle, Diretora Pedagógica

Iniciamos hoje uma série de textos para pais e professores escritos pela um equipe de educadores e pesquisadores especializados em desenvolvimento e educação socioemocional de crianças.

Muito se tem falado atualmente sobre as Competências Socioemocionais. Sabe-se que, aliadas às competências cognitivas, formam as ferramentas – ou habilidades – que o indivíduo utiliza para interagir com o mundo.

Uma competência pode ser definida como conjunto de esquemas de percepção, pensamento, avaliação, ação e adaptação que permite a uma pessoa acessar os mais variados recursos mentais de forma crítica e inovadora no momento e do modo necessário para executar uma tarefa. Estudos sobre a importância das competências socioemocionais feitos nas últimas décadas e em pesquisas recentes apontam que o desenvolvimento das habilidades sociais nos alunos potencializa e amplia seus resultados acadêmicos (Durlak, 2011), além do seu relacionamento na escola e em casa.

Estas competências podem ser aprendidas, praticadas e ensinadas. Para isso, é necessário que um conjunto de habilidades, comportamentos e atitudes seja desenvolvido. Desta forma, por exemplo, uma habilidade, como focar a atenção, pode contribuir para o desenvolvimento das competências de Autoconhecimento, Autorregulação, Sociabilidade, Competências de Relacionamento e Tomada de Decisões com Responsabilidade, descritas de acordo com o CASEL – Collaborative for Academic, Social and Emotional Learning, grupo que reúne pesquisas e iniciativas no assunto.

Sugestão de atividade:

Praticando habilidades de expressão – Ensinar a criança a observar e descrever situações ajuda na nomeação de emoções e sentimentos.

Usando dois bichinhos de pelúcia da criança, dramatizar uma cena em que um deles está muito triste com algo que aconteceu na escola. Descrever a cena junto com a criança, e demonstrar a escuta atenta ao que cada um dos bichinhos está expressando.

 

Leticia Guimarães Lyle é a Diretora Pedagógica do AfterSchool Educação, mestra em Desenvolvimento de Currículo e Educação Inclusiva com especialidade em Competências Socioemocionais pelo Teachers College da Columbia University. É sócia fundadora do Mindset Education, grupo que trabalha com projetos educacionais, atualização de currículo e formação de professores. Responsável pela adaptação do Programa Compasso Socioemocional e coordenadora de curso de Pós Graduação do Instituto Singularidades.

Leticia Lyle

Fontes

Porvir: http://www.porvir.org/especiais/socioemocionais/     (2016-04-20)

CASEL: http://www.casel.org/social-and-emotional-learning/core-competencies/     (2016-04-20)

Distúrbio Articulatório

Luciana Vieira Dias Alves de Oliveira, Fonoaudióloga

A criança deve completar a aquisição de todos os fonemas, ou seja, falar corretamente até os quatro anos e meio de idade.

Aos cinco anos deve estar falando como um pequeno adulto. Quando isto não acontece, a criança passa a apresentar o que chamamos de distúrbio articulatório.

O Distúrbio articulatório é uma alteração na fala que ocorre principalmente na infância, sobretudo nos primeiros anos escolares. Às vezes parece ser “bonitinho” ver uma criança falando errado, mas dependendo do tipo de erro e a idade é importante ficar atento e procurar um fonoaudiólogo. Este profissional avaliará a necessidade ou não de um tratamento.

A alteração na fala pode ocorrer de diversas formas como:

Omissão: quando há ausência da produção de um ou mais fonemas (sons), como “ato”, “apéu”, “ofá”  ou “pesente” para gato, chapéu, sofá ou presente.

Trocas: quando o fonema não é produzido ou é substituído por outro. Exemplos: cachorro para “tachorro”, gato para “dato”, pássaro para “pássalo”, chinelo para “sinelo”, entre outros.

Adição: nesse caso, a criança adiciona sons que não existem na palavra, como “predra” ao invés de pedra.

Transposição: ocorre inversão do lugar onde o som é pronunciado corretamente. Assim a palavra iogurte e caderno, passa a ser emitido como “iorgute e cardeno”.

Distorção: quando a produção do som parece ser estranha, como por exemplo, som de “s” parecido com som de “ch”(sapato para chapato) ou som de z com som de j (azul para ajul).

Substituição ou trocas sonoras: vaca, bola, zebra, goiaba e jacaré são produzidos respectivamente por “faca, pola, sebra, coiaba e chacaré”. Estas trocas estão intimamente ligadas à discriminação auditiva e são conhecidas como troca de sonoridade, pois um som sonoro /b,d,g,v,z,j/ é trocado por um surdo /p,t,q,f,s,x/. Este tipo de troca não é esperada em fase alguma da aquisição da fala, pois trata-se de uma dificuldade em uma das habilidades auditivas, ou seja, a criança escuta perfeitamente, porém não consegue reconhecer, discriminar auditivamente  que um som é diferente do outro (forte e  fraco).

Outro tipo de distúrbio articulatório é conhecido como sigmatismo anterior. Neste caso, a língua é posicionada entre os dentes e para frente durante a produção de alguns fonemas, principalmente nos sons /S e Z/.  Dependendo da idade em que a criança se encontra, a freqüência e a intensidade no modo em que a língua é projetada entre os dentes, deve-se procurar tratamento fonoaudiológico para adequar a posição correta da língua durante a fala.

Várias são as causas que podem propiciar um distúrbio articulatório, entre elas: atraso da linguagem, ou seja, criança que demorou muito para falar, cultura, regionalismo, ambiente familiar, uso prolongado de chupeta ou mamadeira, alterações nos músculos orais, má- oclusão dentária, alteração cognitiva, problemas auditivos, entre outros.

Os pais devem ficar atentos na fala dos pequenos. Dependendo dos tipos de trocas e a fase em que a criança se encontra se não forem acompanhadas e até mesmo tratadas, estas trocas podem interferir no processo da aquisição da escrita, ou seja, falar e escrever errado. Pode também gerar redução na auto estima, já que a criança encontra-se numa fase de grande expressividade oral e para ela não será nada agradável que sua fala cause estranheza ou não seja compreendida pelos seus colegas ou familiares.

O distúrbio articulatório tem tratamento e o profissional adequado é o fonoaudiólogo. Ele realizará uma avaliação da fala da criança e de todas as estruturas orais e aspectos que interferem e envolvem a linguagem oral.

Caso seu pequeno(a) apresente algum erro na fala, è importante ressaltar que: não é adequado  reforçar os erros da criança, imitando o modo como ela fala ou dizer que é bonitinho. Evite induzir a criança a falar certo e nem fique repetindo inúmeras vezes a produção adequada da palavra. Rir do modo como o menor fala também não é aconselhável. Esse tipo de crítica só aumentará o distúrbio e o medo de falar, gerando até a possibilidade de uma gagueira patológica.

Cabe ressaltar que o tratamento fonoaudiólogico é fundamental para que o distúrbio articulatório não interfira na escrita e na auto estima, além de evitar que a criança chegue na fase adulta  com as alterações já descritas.

Luciana Vieira Dias Alves de Oliveira, fonoaudióloga educacional e com atuação clínica em distúrbios da voz, fala, processamento auditivo central e distúrbios de leitura e escrita. Ministra cursos e palestras de formação para professores de Educação Infantil e profissionais que atuam com a comunicação e expressividade vocal. Docente do curso de licenciatura em música e Pedagogia da FAC- FITO. Mestre em Fonoaudiologia pela PUC/SP, especialista em voz pelo CEV, aperfeiçoamento em Processamento Auditivo Central e em fonoaudiologia hospitalar pelo Hospital do Servidor Público Estadual. Graduada pela Universidade Bandeirantes de São Paulo em 2000. Vencedora de melhor trabalho em atuação com professores com distúrbios vocais no Congresso Internacional de Portugal em 2007. www.oliveiraluciana.com.br / fonoluciana@hotmail.com

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Luciana Vieira Dias Alves de Oliveira

 

Sejam bem-vindos ao blog ANE!

O que você tem de mais valioso na sua vida? Sua casa? Seu carro? Seu barco? Um relógio Rolex? Pense, todas essas coisas são valiosas sim, mas elas não se comparam aos nossos filhos. Eles são a melhor coisa que temos na nossa vida, nos dando um novo proposito para nossa existência e tantos momentos de alegria e felicidade.

Todos nós concordamos, não existe nada mais importante em nossas vidas que os nossos filhos!

Mesmo assim, nós tomamos tantas medidas para proteger as outras coisas, como o nosso carro, o barco, a casa, o relógio caro, e estamos perdendo detalhes muito importantes de como nossos filhos estão sendo tratados durante nosso dia de trabalho, na escola infantil. Claro que existem ótimas escolas, com as melhores intenções e ótimas pessoas cuidando dos nossos amados filhos. Porém não existe um padrão, um controle e infelizmente a maioria das escolas, na maioria do tempo e sem saber, possuem grandes problemas de qualidade, segurança e do bem estar das nossas crianças. A maioria das pessoas não sabe destas situações, a maioria acha que as escolas infantis são realmente lugares seguros.

Três anos atrás, fizemos essa descoberta assustadora quando estávamos procurando uma escola infantil para os nossos filhos. Baseado em nossas profissões, um médico dentro do mundo hospitalar, e um gerente dentro do mundo corporativo, que estavam acostumados com uma certa qualidade, padronização, e o mais importante, pelo menos um nível mínimo de segurança e qualidade.

A verdade bizarra é que as escolas infantis no Brasil têm o mesmo conjunto de controles e requerimentos obrigatórios do que uma lanchonete. Você deixaria seu filho em uma lanchonete durante os dias de trabalho?

A partir do dia, que fizemos essa descoberta assustadora, decidimos não descansar até conseguirmos alterar essa situação lamentável. Simplesmente não conseguimos aceitar que as escolas, o ambiente principal no qual nossos filhos passam a semana, os primeiros 5-6 anos de vida deles, em um ambiente de risco e sem nenhum controle de qualidade. Mais importante ainda, não havia ninguém ajudando as escolas, a se tornarem um ambiente mais seguro, ensina-los a como melhorar. O sonho do ANE nasceu e desde esse dia, iniciamos nossa pesquisa, coletando as melhores práticas internacionais para criar o primeiro e único sistema de qualidade para escolas infantis no Brasil.

O único que encontramos foram algumas normas Brasileiras, ABNT, mas precisávamos aumentar nossa pesquisa para fora do Brasil. Consequentemente a maior parte do ANE é baseado em melhores práticas, padrões de segurança e demais práticas de outros países. Como por exemplo nos EUA, onde nosso parceiro www.naeyc.org tem feito acreditação das escolas infantis há 31 anos. Também na Suécia, onde um outro parceiro, www.skolverket.se está fiscalizando as escolas infantis. Também conseguimos fechar algumas parcerias aqui no Brasil, com a Cruz vermelha e a ONG Criança Segura, ambos trazendo mais conteúdo para o ANE. Afinal, também nos inspiramos no mundo hospitalar e na gestão das empresas baseadas na nossa experiência profissional.

A primeira versão do ANE nasceu em fevereiro de 2015 e após realizar alguns pilotos, o ANE foi lançado. Desde então até agora, mais ou menos 8 meses, já chegamos em 28 escolas, em vários lugares do Brasil. Estamos extremamente felizes e orgulhosos da nossa evolução. Porém, estamos só começando.

Acreditamos que todas as escolas deveriam ser escolas ANE, todas as crianças têm o direito de passar os primeiros anos de vida, moldadas, dentro de um ambiente escolar seguro, pró ativo e de alta qualidade. Acreditamos firmemente, ANE é o futuro para o ensino infantil no Brasil. Pode ter certeza, faremos o que for necessário para atingir esse objetivo e realizar nossa visão. Há 31 anos atrás, nosso parceiro nos EUA, NAEYC, começou a fazer exatamente o que nós estamos fazendo agora. Hoje eles possuem mais de 7000 escolas infantis certificadas e escolas infantis nos EUA simplesmente não tem a opção de não ter um selo de qualidade. Este é o nosso objetivo, essa situação chegará aqui no Brasil também. No entanto, precisamos da sua ajuda para que as pessoas se conscientizem.

Gostaríamos de publicar o primeiro post neste blog ANE, contando para vocês um pouco mais do nosso “porquê”, por que nós estamos fazendo este trabalho, para que vocês conheçam a história da ANE. Porém, acima de tudo, o blog ANE trará informações, introspecções, dicas e muito mais sobre saúde, educação, segurança e bem-estar da primeira infância, em várias formas, de especialistas extremamente qualificados nestas áreas. Pessoal, fique de olho, nós iniciaremos já na semana que vem e depois publicaremos ao menos um post semanal. Esperamos que todos vocês gostem do blog ANE, e por favor mandem suas sugestões de assuntos para o blog.

Sejam bem vindos ao blog ANE, prometemos sempre os melhores e mais interessantes temas aqui para vocês!