Controle Inibitório

Essa semana a pedagoga Silvana Cracasso nos ensina porque é importante a controlar emoções intensas.

Controle Inibitório

Silvana Cracasso, pedagoga

Nos primeiros anos de vida a criança exibe um comportamento dirigido por estímulos e caracterizado por ações impulsivas. No percurso de seu desenvolvimento, adquire habilidades que lhe permitem antever suas ações e exercer certo controle sobre elas.

Dentre as funções executivas, o controle inibitório é a que mais se relaciona aos problemas cotidianos, sejam emocionais, cognitivos ou comportamentais. Sem controle inibitório, estaríamos à mercê de impulsos, antigos hábitos ou estímulos do ambiente que impõem determinados padrões de respostas nem sempre positivos.

Ser capaz de suprimir respostas inadequadas, ou não desejadas, a um determinado estímulo e tornar possível a modificação ou o manejo de um hábito, permite à criança avaliar múltiplos aspectos de um problema, detectando possíveis erros na execução de ações para corrigi-los. Resistir à tentação de tomar o brinquedo de outra criança, de reagir agressivamente a uma provocação ou de comer uma sobremesa deliciosa quando sua dieta não permite é um exercício da nossa capacidade de controle inibitório.

Assim como as demais habilidades abarcadas pelas funções executivas, o controle inibitório pode ser trabalhado com experiências dentro da sala de aula, por meio de jogos que diretamente desafiam, estimulam e podem desenvolver essas funções.

Sugestão de atividade:

Praticando habilidades para o autocontrole

Continuando a música

A professora inicia uma música que os alunos conheçam e os orienta para que procurem se conter e não continuem cantando quando ela parar de cantar. Eles deverão cantar somente nos momentos em que, depois de ter interrompido a canção, a professora bater palmas. Os alunos vencedores serão aqueles que conseguirem se conter e só seguirem cantando a música depois do comando da professora para que o façam.

 A autora, Silvana Cracasso – Pedagoga especialista em Psicopedagogia pela Universidade São Marcos; Dependência Química pela UNIAD/UNIFESP; Neuropsicologia pelo Centro de Diagnóstico Neuropsicológico – CDN; Neuropsicologia do Desenvolvimento pelo Depto de Psicobiologia da Escola Paulista de Medicina e, Aprimoramento em Neuropsicologia Clínica Aplicada à Reabilitação pela Clinica Saúde sob a orientação do Conselho Federal de Psicologia – CFP. Membro do Projeto Cuca Legal/UNIFESP de Prevenção em Saúde Mental e Emocional, desenvolve estudos, pesquisa e formação para educadores. Trabalha com prevenção, avaliação, intervenção psicopedagógica, estimulação cognitiva e formação em Educação Socioemocional para estudantes, educadores, corpo operacional e gestores escolares. Docente do curso de Pós-Graduação em Psicopedagogia Clínica na Universidade Nove de Julho. Integra a equipe Mindset Education. http://mindseteducation.com.br/  http://afterschool.net.br/

 Silvana Cracasso

Fontes:

Tonietto, L., Wagner, G. P., Trentini, C. M., Sperb, T. M., & Parente, M. A. de M. P. (2011). Interfaces entre funções executivas, linguagem e intencionalidade. Paidéia. Ribeirão Preto, 21(49), 247-255.

http://www.enciclopedia-crianca.com/sites/default/files/docs/textes-experts/adele_diamond_school_readiness_conference_2009-11_pt.pdf

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