Flexibilidade Cognitiva

Maria Adrielle Vicente

A palavra Flexibilidade vem do latim “flexibilitare” que, em linhas gerais, significa a capacidade de adaptação a situações e, a possibilidade de interpretação de informações, a partir de diversos pontos de vista e probabilidades, para a superação de desafios ou obstáculos. Flexibilidade Cognitiva consiste em usar o pensamento criativo para se ajustar às mudanças. Essa habilidade auxilia crianças a utilizarem sua imaginação e criatividade, para desenvolver novas respostas a problemas. Em adultos, traduz-se na capacidade de encontrar repostas alternativas diante de uma mesma situação.

Os desafios do cotidiano exigem uma rápida adaptação às mudanças para que possamos superar as alterações ambientais e sociais. Neste sentido, devemos ser capazes de reestruturar nossos conhecimentos e selecionar novas estratégias de ação. Assim, a flexibilidade cognitiva assume importância crescente no estudo do funcionamento cognitivo, emocional e das relações interpessoais. Pesquisas apontam que pessoas com alta flexibilidade cognitiva apresentam elevada capacidade de receber e representar, mentalmente, diferentes estímulos, reestruturar o conhecimento, elaborar respostas, estabelecer bom relacionamento interpessoal e comunicar com eficiência.

Sucesso na vida pressupõe uma mente inovadora, criativa e ajustável. É possível treinar a mente para mudanças e adquirir flexibilidade! Estar aberto a novas e diferentes ideias e pessoas, provocar e desafiar pensamentos diversos nos obriga a aprender a mudar.

Os currículos escolares devem incluir atividades agradáveis e desafiadoras, voltadas para a autogestão, como: yoga, música, dança, meditação, contação de histórias e, também, práticas que estimulem o relacionamento interpessoal, como, jogos em equipe, discussão de temas transversais e projetos para trabalho com as diferenças. Estes são exemplos de atividades que podem ajudar a desenvolver a flexibilidade cognitiva. Quanto maior a flexibilidade das crianças, menor o número de intervenções negativas dos professores, o que contribui para criar um ambiente agradável, auxiliando o desenvolvimento de diferentes habilidades, necessárias para a formação integral do cidadão, com grandes possibilidades de alcançar o sucesso.

É importante lembrar que as habilidades de funcionamento executivo são adquiridas gradualmente, ao longo do tempo. Por isso, sempre é tempo de aprender!

A autora Maria Adrielle Vicente foi graduação em Ciências Biológicas (Bacharelado e Licenciatura) pela Universidade Estadual Paulista – UNESP. Mestre e doutora (2013) em Ciências pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo. Pós-graduação dedicada ao tema Neurobiologia da ansiedade, depressão e estresse. Conhecimento acadêmico-científico na área de farmacologia, fisiologia e neurociência. Experiência didática adquirida no programa de aperfeiçoamento em ensino superior, na área de Farmacologia para o curso de Medicina (USP-2009), nas aulas como professora visitante na disciplina de Fisiologia para o curso de Biotecnologia (UNESP-Assis-2011), no Ensino Médio da Rede Estadual de Ensino (2013) e na formação de professores do Programa Compasso Socioemocional (Instituto Vila Educação-São Paulo-2015). Pós-doutoramento concluído no laboratório de Neuropsicofarmacologia da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Araraquara (UNESP-2013-2015). Atualmente, é docente responsável pela disciplina: Aspectos da Neurociência na Educação, no curso de Pós-Graduação em Formação Integral: Autoconhecimento, Habilidades Socioemocionais e Práticas Educacionais Inovadoras (Instituto Singularidades-São Paulo-2016).  Integra o grupo Mindset Education no setor de pesquisa e elaboração de projetos educacionais voltados para a aprendizagem socioemocional, autoconhecimento e neurociência.

http://mindseteducation.com.br/

http://afterschool.net.br/

MariaAdrielleVicente

 

Referências Bibliográficas:

Kloo, D., Perner, J., Markus, A. Schmidhuber, N. (2010). Perspective taking and cognitive flexibility in the Dimensional Change Card Sorting (DCCS) task. Cognitive Development 25, 208-217.

Spiro, R. Coulson, P. e Feltovich, D. (1998). Cognitive flexibility theory: Advanced knowledge acquisition in ill- structured domains. Educational Technology. 31 (5), 24-33.Skordoulis, R. (2004). Strategic flexibility and change: an aid to strategic thinking or another managerial abstraction?. Strategic change 13, 253-258.

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